Na noite de segunda-feira, dia 11 de março, o relatório final da CPI instaurada no ano passado foi lido em plenário, pelo secretário Donizetti Luciano dos Santos, para apreciação dos vereadores. A Comissão Parlamentar de Investigação foi formada pelos vereadores Paulo César Beltrão (membro), Francisco Timóteo de Resende (presidente) e Leonardo Donizetti de Moraes (relator) devido a uma denúncia feita pelo cidadão Mozart Faria em uma reunião com a Comissão de Meio Ambiente na própria Câmara.

Segundo uma matéria veiculada no Jornal Jogo Sério, o cidadão havia dito que durante o processo de concessão da rede de esgoto do município para a Copasa, em 2012, cerca de dois milhões de reais haviam sido pagos por fora do valor original de aproximadamente oito milhões e duzentos mil reais. O então cidadão, Mozart Faria, era na época Secretário Municipal de Meio Ambiente, o que motivou ainda mais a abertura da investigação.

A partir de então foram oito meses de trabalho para apurar o fato, esse trabalho resultou em um relatório que concluiu que não houve o desvio de dois milhões, e que segundo o depoimento do próprio cidadão na CPI, não passou de um boato que ele teria ouvido.

A Comissão apurou também que uma autarquia seja a melhor solução no que tange os problemas recorrentes dos serviços de água e esgoto em Guaxupé, ou seja, o próprio município cuidar desse setor. O relatório será encaminhado para o Poder Executivo e para o Ministério Público para que as providências sejam tomadas, se necessárias.

O cidadão Mozart Faria se inscreveu para falar na Tribuna Popular na mesma Sessão do dia 11 de março, para discorrer sobre um assunto por ele previamente determinado. Porém, motivado pela leitura do relatório final da CPI, o cidadão mudou o teor do pronunciamento, o que regimentalmente é vedado pela Câmara, sua palavra foi cassada e a Sessão foi encerrada posteriormente.